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Moinho das Poldras

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Bem-vindo ao Moinho das Poldras
  Rio Távora, Tabuaço
      
Local de rara beleza, onde podemos apreciar uma paisagem e cultura ancestral
 
       Assinalar deste modo, a existência deste sistema de moagem, no leito do Rio Távora é um dos objectivos deste site, dando a conhecer este belíssimo exemplar. Um património construído e cultural que com a chegada de indústrias moageiras mais rentáveis, com a construção da barragem Vilar-Tabuaço e o declínio da cultura dos cereais, desapareceram e foram abandonados.
     
      Estes engenhos de rodízio de roda horizontal tiveram o seu aparecimento há centenas de anos, mas a sua implantação generalizada verifica-se no Sec XVIII, tornando-se uma autêntica revolução industrial no mundo rural.
      
      Toda a actividade moageira era fundamental na vida das populações, pois o produto final desta "indústria" tinha variadíssimas aplicações na alimentação dos povos sendo com toda a certeza o pão o seu principal produto final feito a partir dos grãos de cereais moídos.
      
       Podemos observar tanto a jusante como a montante do moinho das poldras vestígios de vários moinhos e levadas, assim como as casas dos moleiros e seus familiares. 
      
       Apesar de ser uma estrutura pequena, talvez uns 10 m2, possui uma engenharia que tanto no material utilizado como no local onde foi edificado mostra-nos logo que é uma edificação muito antiga, não é o nosso objectivo saber o dia ou o ano da sua construção mas sim vê-lo em funcionamento com as mesmas técnicas do passado. Recuperado desde 1997, este moinho mantem intacto uma identidade muito própria e característica deste local, o restauro empreendido devolveu à estrutura original o explendor de outras épocas. Um testemunho que temos de preservar.
     
       O moinho encontra-se, encaixado entre duas pedras de grande porte que servem de paredes ao moinho as outras duas paredes são de xisto e o telhado é de uma água, coberto de finas placas de xisto.
     
       O nome deste moinho deve-se à existência das poldras ou alpondras que são pedras espetadas em posição vertical, alinhadas e distanciadas regularmente, para que as pessoas com o alcance de um passo firme e um certo equilíbrio conseguissem uma travessia em segurança, já que o topo das poldras eram afeiçoados horizontalmente.
      
        Ainda podemos observar algumas destas pedras nas margens do rio já que as várias cheias destruiram várias poldras e outras estão cobertas de sedimentos, com um metro e meio de altura e em que, dois terços da poldra encontra-se no subsolo do leito do rio, era em outros tempos a ligação entre as freguesias de uma e outra margem.
      
        As marcas da erosão, nas pedras do caminho que unia Tabuaço às freguesias da outra margem, dá-nos uma imagem do muito movimento. Eram, os animais e as pessoas, que desciam e subiam estes montes, na procura de algum moinho onde pudessem moer o cereal, no transporte da produção agrícola, azeitona, uvas e laranjas de grande qualidade saíam deste vale ou na ligação para as freguesias, já que este era um caminho mais curto.
       
        O moinho possui duas mós que trabalham em perfeita harmonia com a natureza do próprio local;  tudo neste lugar nos leva a uma época em que o homem e natureza ainda viviam em simbiose.
       
        A montante do moinho, a uma distância de cem metros encontramos o açude, um muro de pedras reboludas e polidas que servem para reter,elevar e desviar a água do rio para a levada, a água represada forma um longo poço onde no Verão os rapazes vinham desde a Vila numa corrida desenfreada banharem-se.
      
        A levada estende-se horizontalmente ao longo da margem do rio desde o açude ao moinho criando um desnível de dois a três metros na entrada do moinho. Toda esta levada era construída por muros de xisto e hoje só podemos observar parte deste canal.
       
        Amieiros, Choupos e outras espécies de árvores, algumas com mais de trinta metros, crescem ao longo do rio criando um túnel que torna o ambiente fresco e húmido, ajudando deste modo a própria oxigenação da água do rio, podemos ver escalos, bogas, barbos e outras espécies assim como várias espécies de aves que nidificam nas frondosas árvores.
       
        No rio Távora os moinhos eram de pequenas proporções, pelos vestígios dos quatro moinhos a montante e dos três a jusante todos eles eram de duas até quatro mós e todos tinham anexos independentes que seriam a própria casa do moleiro, o forno e a loja dos animais.
 
       Apesar de ser um sistema que parece simples é contudo algo complexo devido as inúmeras engrenagens do sistema.
       O amor por estas terras são de um tamanho, que não consigo abarcar, o mesmo acontece, àqueles que nos visitam pela primeira vez...sempre que podem regressam!
 
 
     

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